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Especialistas alertam para a importância da prevenção e dos cuidados integrais com a saúde masculina

Especialistas alertam para a importância da prevenção e dos cuidados integrais com a saúde masculina

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Médicos do Ânima Centro Hospitalar alertam que sintomas urinários, por exemplo, não devem ser naturalizados com a idade e destacam o impacto silencioso da sobrecarga renal e cardiovascular dos homens


Anápolis (GO), novembro de 2026 – Tradicionalmente marcado pelas ações de conscientização sobre o câncer de próstata, o movimento Novembro Azul traz uma diretriz mais abrangente: o cuidado em 360 graus com a saúde do homem. De acordo com o Ministério da Saúde, por meio da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), o público masculino realiza consideravelmente menos exames preventivos e consultas de rotina, buscando assistência médica em sua maioria tardiamente, quando os quadros clínicos já provocam dor, limitações funcionais ou descompensações avançadas.


Para transformar esse cenário, a medicina diagnóstica defende uma linha de cuidado que vá além do foco exclusivo na próstata, integrando a Urologia à Nefrologia e à Cardiologia. Especialistas do Ânima Centro Hospitalar (integrante do Grupo Santa), em Anápolis, chamam a atenção para sinais corriqueiros que não devem ser ignorados, como a alteração no jato urinário, a perda silenciosa da função renal e a hipertensão arterial na maturidade.


Sintomas urinários: o habitual que não deve ser aceito como normal


Dificuldade para esvaziar a bexiga, jato urinário fraco, gotejamento terminal e a necessidade recorrente de acordar à noite para urinar (noctúria) costumam ser interpretados erroneamente por muitos homens como consequências inofensivas e obrigatórias do envelhecimento.


O médico urologista e diretor executivo do Ânima Centro Hospitalar, Dr. Luiz Cláudio, esclarece a diferença entre a frequência dessas alterações e a necessidade de intervenção médica:


"Existe uma diminuição da força do jato urinário com o aumento da idade devido ao crescimento da próstata, associado ou não a uma perda da força da musculatura da bexiga. A questão central é definir se os sintomas prejudicam ou não a qualidade de vida do paciente, como o sono e as atividades habituais. Se isso não for abordado e tratado no tempo certo, podem surgir complicações como infecção urinária, cálculos na bexiga, sangramento, retenção urinária ou até Insuficiência Renal provocada pela dificuldade de esvaziamento vesical. Resumindo: é habitual piorar a qualidade da micção com a idade, mas o paciente não deve aceitar essa situação como algo imutável", adverte o Dr. Luiz Cláudio.


O especialista detalha ainda a distinção clínica entre a Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) e o câncer de próstata:


"A HPB ocorre quando a próstata cresce sem que haja câncer, manifestando-se por dificuldade miccional, idas repetidas ao banheiro à noite, urgência e sensação de esvaziamento incompleto. A próstata aumentada em si não aumenta o risco para câncer. Já o câncer de próstata localizado é absolutamente assintomático; ele só costuma apresentar sintomas em fases avançadas. Por isso o rastreamento periódico é insubstituível. O PSA no sangue e o exame de toque retal são os métodos mais simples, de baixo custo e se complementam. Deixamos de fazer o diagnóstico precoce justamente quando esses exames são analisados de forma isolada ou interpretados de forma inadequada por profissionais não especializados."


A conexão física entre a próstata e a saúde dos rins


A negligência com as queixas urinárias pode comprometer órgãos vitais situados acima da bexiga. Quando a saída de urina é bloqueada pelo tecido prostático aumentado, estabelece-se um mecanismo de pressão retrógrada que atinge diretamente o sistema de filtração renal.


"A obstrução prostática prejudica os rins quando o obstáculo mecânico se torna tão importante que o paciente desenvolve uma pressão muito alta dentro da bexiga. Essa resistência impede que o rim consiga filtrar adequadamente o sangue. O corpo humano segue princípios físicos básicos: nada se movimenta de uma região de menor pressão para outra de maior pressão de forma natural. Nos casos de Insuficiência Renal decorrente dessa obstrução, a melhora clínica só ocorre com a desobstrução cirúrgica do sistema", explica o Dr. Luiz Cláudio.


O médico nefrologista do Ânima Centro Hospitalar, Dr. Hans Stauber, ressalta que as doenças renais compartilham sintomas silenciosos com disfunções urinárias e exigem investigação laboratorial simultânea:


"As disfunções renais costumam evoluir de maneira silenciosa, sem dor específica. Muitas vezes, o homem confunde uma alteração na cor, na densidade ou no fluxo da urina com uma irritação passageira e adia o check-up. A sobrecarga crônica provocada por obstruções urinárias não tratadas, somada a fatores metabólicos como pressão alta descontrolada e diabetes, desgasta progressivamente os néfrons. Sem exames de controle, como ureia e creatinina, o paciente pode descobrir a perda de filtração renal apenas quando o dano já é severo ou requer suporte de hemodiálise. A Urologia e a Nefrologia precisam caminhar juntas para preservar a integridade dos rins."


O coração maduro e o cuidado vascular integral


A visão de saúde masculina em 360 graus demanda também atenção rigorosa ao coração. Segundo Diretrizes Brasileiras de Prevenção Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e estudos de referência da American Heart Association (AHA), a partir dos 40 anos os homens apresentam maior vulnerabilidade cardiovascular do que as mulheres, que contam com a proteção hormonal do estrogênio ao longo da fase fértil. A aterosclerose (acúmulo de gordura e placas nas artérias) tende a se acelerar na maturidade masculina, exigindo vigilância ativa contra infartos e Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs).


O médico cardiologista e coordenador da Cardiologia do Ânima, Dr. Giuliano Serafino Ciambelli, destaca que até mesmo a medição da pressão arterial ganhou parâmetros mais rigorosos após a 9ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC):


"A nova diretriz reclassificou a pressão histórica de 12 por 8 (120/80 mmHg) como pré-hipertensão. A mudança busca a proteção precoce de órgãos-alvo como rins, coração e cérebro, já que o risco de lesões vasculares começa a subir antes mesmo da doença se consolidar. O homem moderno precisa de um protocolo semestral com acompanhamento de perfil lipídico, glicemia e exames como ecocardiograma, teste ergométrico ou escore de cálcio. Além disso, a saúde das artérias exige hábitos integrados: não basta só reduzir o sal; é indispensável gerenciar o estresse e manter a higiene do sono, pois noites mal dormidas impedem a queda natural da pressão arterial e sobrecarregam o coração."


Infraestrutura hospitalar e Pronto-Atendimento 24h


Para atender às demandas da saúde do homem com resolutividade, o Ânima Centro Hospitalar mantém uma estrutura clínica e cirúrgica desenhada para centralizar todas as etapas do cuidado em Anápolis, integrando ambulatórios especializados de Urologia, Nefrologia e Cardiologia a um parque de imagem de alta precisão e laboratório de análises clínicas.


A unidade conta ainda com suporte ininterrupto de seu Pronto-Atendimento, preparado para diagnosticar e tratar emergências clínicas e cirúrgicas que exigem resposta imediata.


"O tratamento em regime de urgência é indicado diante de complicações graves, como retenção urinária aguda com necessidade de passagem de sonda vesical, infecções urinárias febris, sangramentos na urina, pedras na bexiga ou descompensações renais agudas", detalha o Dr. Luiz Cláudio. "O Ânima é um complexo hospitalar autossuficiente em propedêutica e terapia urológica e nefrológica. Dispomos de todos os recursos humanos e tecnológicos para realizar a análise e o acompanhamento seguro, resolutivo e contínuo que a saúde masculina exige", conclui.


(Imagem em destaque: Magnific)

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