Grupo Santa recebe maior prêmio de Inteligência Artificial aplicada na medicina do Centro-Oeste

Grupo Santa recebe maior prêmio de Inteligência Artificial aplicada na medicina do Centro-Oeste

Premiações

Premiações

Premiações

Maior complexo hospitalar da região é reconhecido na categoria "Empresa Destaque em Aplicação de IA" pelo uso estratégico de inteligência artificial generativa e governança de dados na saúde


Brasília, junho de 2026 – O Grupo Santa foi reconhecido pelo AI Experience Awards 2026, considerado o maior prêmio voltado para inteligência artificial da região Centro-Oeste. A homenagem, ocorrida em junho, foi na categoria “Empresa Destaque em Aplicação de IA”, prestigiou a estratégia pioneira da instituição, que utiliza ferramentas inteligentes de forma integrada para otimizar processos de gestão hospitalar, governança de dados, eficiência operacional e suporte às equipes assistenciais.


O ecossistema tecnológico do hospital abrange desde robôs cirúrgicos de última geração até o desenvolvimento interno de soluções personalizadas. O destaque do grupo que impulsionou o reconhecimento no prêmio foi por aplicar algoritmos avançados na medicina diagnóstica, incluindo o uso pioneiro de IA para a triagem e análise de exames de imagem de alta resolução.


O Hospital Santa Lúcia, em Brasília (DF), foi a primeira rede hospitalar do país a integrar IA generativa diretamente ao prontuário eletrônico do paciente, em uma parceria estratégica com a healthtech brasiliense Invisual. A plataforma InsightCare, foi adotada oficialmente na rotina assistencial do hospital em 2023, mas a instituição já realizava o treinamento de modelos próprios de linguagem cerca de dois anos antes, em 2021. O modelo, utilizado na capital federal de maneira exclusiva pelo hospital, foi apresentado ao mercado durante o AI Experience em 2024, no Museu Nacional da República, em Brasília.


"A área da saúde é famosa por historicamente ser a mais difícil de se incorporar inovação, não por dificuldade tecnológica, mas pelo fato de sempre se priorizar a segurança do paciente acima de tudo, logo, todos os processos precisam ser validados minuciosamente antes de serem incorporados”, explica Rubens Barreto, CIO do Grupo Santa (imagem em destaque, ao centro).


InsightCare | Grupo Santa


Na prática diária, a IA monitora os processos hospitalares e as condições clínicas dos pacientes de forma ininterrupta. Desde o momento em que o paciente dá entrada, os dados de consultas, exames e histórico prévio são reavaliados a cada 5 minutos. A ferramenta monitora automaticamente os alertas e o risco de deterioração clínica do paciente, notificando diretamente os coordenadores das especialidades médicas, para avaliação.


Para garantir a segurança do paciente e manter o compromisso com o cuidado humanizado, o Grupo Santa adota um modelo ético rigoroso de responsabilidade compartilhada. “O principal foco do Grupo Santa tem sido adotar o uso de IA com responsabilidade, em processos em que é esperado, monitorado e aceitável que a IA possa errar, sempre mantendo um humano no loop para que valide os achados encontrados. A decisão clínica final é sempre do médico. A IA atua como um corpo clínico virtual 24h, indicando quais pacientes necessitam de atenção prioritária”, acrescenta Rubens.


De horas para segundos ⏱️


Os ganhos assistenciais representam uma verdadeira revolução na eficiência operacional e administrativa das unidades do grupo, beneficiando diretamente os setores de auditoria, faturamento, qualidade e corpo clínico.


A automação das esteiras de informação otimizou, por exemplo, parte da carga operacional das equipes. Um exemplo prático é a montagem de relatórios complexos feitos por médicos auditores para responder a questionamentos de planos de saúde: um processo manual que antes exigia cerca de 3 horas para um único recurso, agora, é concluído pela IA em apenas 5 segundos. Da mesma forma, o levantamento do balanço hídrico para a troca de plantão das equipes de UTI, que antes consumia 1h30 só para a impressão, foi substituído por um resumo automatizado gerado, instantaneamente, pela inteligência de dados todas as manhãs do dia.


"O ganho imediato dessas tecnologias é diminuir o tempo gasto com processos administrativos e burocráticos", avalia Rubens Barreto. "Nosso objetivo principal é otimizar o fluxo da equipe, para que os profissionais passem mais tempo onde realmente importa: ao lado do paciente".


IA como “copiloto” em exames de imagem


A aplicação de IA também se estende à medicina diagnóstica por imagem. Na sala de exames, softwares de aceleração reduzem o tempo que o paciente passa dentro dos equipamentos de ressonância magnética e tomografia computadorizada, por exemplo. Já nos bastidores, a tecnologia processa os dados com precisão, garantindo laudos seguros e mais rápidos.


O cardiologista Dr. Wellington Leitum, responsável por imagem cardiovascular no Hospital Santa Lúcia Norte, da Asa Norte, explica que os algoritmos conseguem mapear parâmetros que antes dependiam de análises manuais demoradas. O médico adverte, no entanto, que a IA não substitui o papel do médico radiologista, atuando como uma espécie de “copiloto de altíssimo desempenho”.


“Enquanto muitos serviços ainda dependem de medições manuais, nossos softwares analisam a função do ventrículo, as características do tecido cardíaco e a extensão de áreas infartadas em questão de segundos”, detalha. “Na tomografia de coronárias, estamos implementando soluções que calculam o volume total de placas de gordura e identificam placas vulneráveis que antes eram mais difíceis de visualizar a olho nu”, afirma Dr. Wellington.


A antecipação de lesões graves é o principal ganho clínico, de acordo com o médico. Casos de cardiotoxicidade, por exemplo, decorrentes de tratamentos oncológicos ou do uso inadequado de anabolizantes são detectados em estágio microscópico, muito antes de se tornarem visíveis ao olho humano. Identificar essa falha precoce permite ao cardiologista ajustar a conduta terapêutica imediatamente, melhorando significativamente a sobrevida e a qualidade de vida do paciente.


A otimização de fluxo também eliminou tarefas braçais e repetitivas da equipe médica, como o desenho manual de bordas ventriculares ou cálculo de volumes. O tempo economizado é redirecionado para a análise clínica e tomada de decisão.


Cirurgia Robótica


O ecossistema premiado no AI Experience Awards 2026 também contempla a consolidação do maior Centro de Cirurgia Robótica do Centro-Oeste, sediado no Hospital Santa Lúcia Sul, e uma das principais referências nacionais neste quesito. Entre os aparelhos, o grande destaque vai para o sistema Da Vinci Xi, o mais avançado do mundo, presente em três unidades do Grupo Santa: Hospital Santa Lúcia Sul e Norte, em Brasília, e no Hospital Santa Rosa, em Cuiabá.


"A cirurgia robótica deixou de ser uma tecnologia do futuro para se tornar uma realidade consolidada nos principais centros médicos do planeta. Os sistemas robóticos oferecem visão tridimensional de alta definição, ampliação das estruturas anatômicas, instrumentos articulados com grande amplitude de movimento e filtragem de tremores”, desmistifica o coordenador do Centro de Cirurgia Robótica do Hospital Santa Lúcia, Dr. Victor Figueiredo.

Robô Da Vinci Xi, no Hospital Santa Lúcia


A maturidade do programa robótico do Grupo Santa tem permitido uma expansão consistente para áreas complexas e inéditas. Recentemente, a instituição realizou de forma pioneira a primeira cirurgia cardíaca robótica e a primeira cirurgia robótica para apneia do sono do Distrito Federal, ampliando as fronteiras de especialidades como a cirurgia do aparelho digestivo, a otorrinolaringologia e a cirurgia cardiovascular.


“Esses recursos permitem uma execução extremamente precisa dos procedimentos, facilitando a preservação de estruturas delicadas e aumentando a segurança cirúrgica. Para o paciente, os principais benefícios incluem menor trauma cirúrgico, menos dor pós-operatória, menor perda sanguínea, menor tempo de internação e recuperação mais rápida”, afirma Dr. Victor.


Resolução de problemas e abordagem simplificada


Para Jacson Barros, Business Developer Manager da Amazon Web Service (AWS), o que mais chama atenção no uso de IA pelo Grupo Santa é a capacidade de identificar problemas reais, simplificar a abordagem e aplicá-la de forma prática para gerar valor. Além disso, ele avalia que divulgar casos de uso, resultados e aprendizados aumenta a confiança de toda a cadeia envolvida, seja de profissionais de saúde, pacientes, parceiros, como também as demais instituições que acompanham essa evolução.


“A tecnologia deixa de ser o objetivo e passa a ser um meio, para melhorar a experiência dos pacientes, apoiar os profissionais de saúde e aumentar a eficiência operacional”, analisa o expert. “Esse foco em resolver problemas concretos, aliado à disposição para inovar de forma responsável, faz do Grupo Santa uma das referências que observo na adoção de IA na saúde.”

O uso deste site e das informações aqui disponíveis está sujeito aos termos de uso. As informações aqui fornecidas não substituem orientações médicas. Para diagnóstico e tratamento, consulte sempre um profissional de saúde.

O uso deste site e das informações aqui disponíveis está sujeito aos termos de uso. As informações aqui fornecidas não substituem orientações médicas. Para diagnóstico e tratamento, consulte sempre um profissional de saúde.

O uso deste site e das informações aqui disponíveis está sujeito aos termos de uso. As informações aqui fornecidas não substituem orientações médicas. Para diagnóstico e tratamento, consulte sempre um profissional de saúde.

O uso deste site e das informações aqui disponíveis está sujeito aos termos de uso. As informações aqui fornecidas não substituem orientações médicas. Para diagnóstico e tratamento, consulte sempre um profissional de saúde.