

Outubro é um momento importante para chamar a atenção para a prevenção, mas o câncer não acontece apenas neste mês. Por trás de cada diagnóstico, existe uma história, uma trajetória e uma mulher que viveu esse momento de uma maneira única.
Por isso, cuidar da saúde não deve ser uma preocupação de uma única época do ano. Conhecer o próprio corpo, estar atenta às mudanças e manter o acompanhamento médico são atitudes que merecem espaço na rotina durante todo o ano.
Cada história tem seu tempo
A prevenção não pode esperar

Histórias que merecem ser ouvidas
Cada mulher tem uma experiência única. Conheça outras histórias, escute seus relatos e descubra diferentes perspectivas sobre o diagnóstico, o tratamento e a importância de continuar cuidando da saúde.
Conhecimento
também é prevenção
Epidemiologia
O câncer de mama é o mais comum entre mulheres no mundo, representando cerca de 25% dos novos casos de câncer feminino e sendo a principal causa de morte oncológica nessa população.
2,3 milhões*
de novas ocorrências
685 mil*
mortes por ano
*Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
No Brasil, a previsão é de 73 mil casos anuais entre 2023 e 2025, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). A taxa de sobrevida em cinco anos ultrapassa 80% em países desenvolvidos, mas é inferior em países em desenvolvimento, refletindo desigualdades no acesso ao diagnóstico e no tratamento.
Tratamento
Cirurgia: pode ser conservadora ou mastectomia, geralmente associada à reconstrução mamária.
Quimioterapia: usada antes (neoadjuvante) ou após (adjuvante) a cirurgia, com drogas como antraciclinas e taxanos.
Radioterapia: indicada para reduzir o risco de recidiva, especialmente após cirurgia.
Hormonioterapia e imunoterapia: aplicadas em tumores com receptores hormonais ou HER2 positivos.
Crioterapia capilar: auxilia na prevenção da queda de cabelo durante a quimioterapia, contribuindo para o bem-estar.
Diagnóstico e Imagem
A biópsia mamária é o padrão para o diagnóstico, com exame histopatológico detalhado. Exames de imagem, como mamografia, ecografia e ressonância magnética, são essenciais para a detecção, a caracterização e o planejamento terapêutico.
Prevenção
A mamografia anual é recomendada para mulheres assintomáticas a partir dos 40 anos. O autoexame, apesar de não substituir o rastreamento por imagem, contribui para a percepção de alterações precoces.
Fatores de Risco e Proteção
Principais fatores de risco: idade, histórico familiar, mutações genéticas (BRCA1/BRCA2), menarca precoce, menopausa tardia, obesidade e álcool. Formas de proteção: atividade física, alimentação saudável, controle do peso e amamentação.
Abordagem Multidisciplinar
O tratamento exige equipe integrada com oncologistas, cirurgiões, radioterapeutas, psicólogos, nutricionistas e geneticistas, garantindo cuidados personalizados e melhoria na qualidade de vida e sobrevida dos pacientes.
Genética
De 5% a 10% dos casos estão ligados a mutações hereditárias, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2, além de TP53 e PALB2. A avaliação genética personalizada é fundamental para a prevenção e o rastreamento em grupos de risco.

















